O povo não aguenta pagar mais uma taxa.
No dia 18 de novembro, a Câmara Municipal de Mogi realizou uma audiência pública para discutir a taxa do lixo.
A representação da Prefeitura, composta pelo secretário de governo, Francisco Cochi, o secretário de finanças, Ricardo Abílio, secretaria de assuntos jurídicos Renata Haustein, a procuradora jurídica, Debora Moraes, defendeu a cobrança da taxa do lixo, alegando que é um projeto federal.
A vereadora Inês Paz (PSOL) levantou alguns pontos em sua fala, como por exemplo:
- Mogi das Cruzes já faz o custeio da coleta de lixo, uma das provas disso seria o contrato entre a prefeitura e a Peralta Ambiental que custou R$40,3 milhões. Portanto, a possibilidade da cidade ser isenta dessa taxa poderia ser avaliada.
- O plano de resíduos sólidos da cidade precisa ser atualizado, não à toa existe a comissão especial de vereadores (CEV) de resíduos sólidos composta por Inês Paz, Iduigues Martins e Pedro Komura (PSDB), portanto, a taxa não poderia ser cobrada antes dessa atualização.
- Com tanto aumento do custo de vida, com o desemprego batendo às portas do povo, com taxa daqui e dali, as pessoas não aguentam mais.
- Cabe lembrar que o Supremo Tribunal Federal – STF ainda não julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do novo marco do saneamento, protocolado pelo Partido Socialismo e Liberdade – PSOL.

Audiência Pública sobre a taxa do lixo.
A implantação da taxa do lixo em Mogi das Cruzes é um assunto bastante complexo, muitas questões devem ser avaliadas. Mas nada tira o fato de que existem fatores que tornam essa implantação cada vez mais difícil e apressada. A vereadora Inês Paz afirmou: “Eu sou contrária a essa taxa do lixo e vou votar contrário e fazer todas as movimentações para que isso não ocorra em nossa cidade”.



