Em meio a pandemia, corte brusco de gratificações vai prejudicar funcionários públicos
Por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, foi suspensa a gratificação de 449 funcionários públicos de Mogi das Cruzes, sob a alegação de falta de definição dos critérios para essa gratificação. Há casos que a gratificação são para cargos em comissão.
Duas considerações podem ser feitas a respeito. Primeiro, muitos funcionários desses 449 têm mais da metade de seu salário em forma de gratificação. Segundo, essa medida judicial foi t0mada sem nenhuma preparação e sem nenhuma orientação para os funcionário e em plena pandemia. No pagamento ocorrido no mês de agosto, já foi descontada essa gratificação.
A comissão de educação da Câmara Municipal, composta pelas vereadoras Inês Paz (PSOL) e Malu Fernandes (SD) e pelo vereador Zé Luiz (PSDB) se reuniu com a secretaria da educação para discutir esse assunto.
A vereadora Inês Paz não é a favor de gratificações no funcionalismo público, mas se solidariza com os trabalhadores desse setor e acredita que a retirada desse beneficio no momento de pandemia prejudicaria todos os funcionários e funcionárias. Por isso, acredita que a melhor alternativa é a construção coletiva de um plano de carreira, com salários dignos para que não sejam necessários penduricalhos que não incorporam ao salário base e nem conta para a aposentadoria.

Inês Paz de blusa vermelha.
Na reunião, foi destacada a necessidade de encontrar uma saída para essa situação de dificuldade desses 449 funcionários.



